Estações do Ano nos Jardins do Palácio




 






 

Certa tarde de domingo saímos de casa, no Porto, para visitar os Jardins do Palácio de Cristal. Foi um belo passeio com algo de peculiar que aqui me decido a contar.

Os Jardins do Palácio de Cristal devem o seu nome a um famoso edifício, ali inaugurado no ido ano de 1861, resultado de uma encomenda da burguesia da cidade ao arquitecto Sheilos, autor do original Crystal's Palace, em Londres. A réplica é construída também com ferro e vidro e composta por uma nave central de mais de cem metros de comprimento e vinte metros de altura, ainda duas naves laterais de menor dimensão. O nome permanece, mas o edifício que lhe deu origem já lá não mora. Em 1954 uma nova nave, desenhada pelas ilustres mãos do Arquiteto José Carlos Loureiro, aterra sobre as memórias do antecessor Palácio de Cristal e dá origem a um novo, o dos Desportos. É esta nova nave que avistamos no passeio de domingo, mas é nos Jardins, idealizados pelo Paisagista Emílio David, que residem os elementos centrais desta história, prováveis testemunhas do relato anterior. A sua chegada ao local é anunciada em 1864: quatro fontes d’art, esculturas em ferro fundido sob o intemporal temas das Estações do Ano, oriundas das consagradas fundições artísticas francesas Barbezat & C.ie, Val d’Osne, Durenne e Fonderies de Sommevoire, Haute Marne. Três damas e um cavalheiro permanecem, hoje, de pé, sobre quatro plintos de pedra. No dia em que os visitamos reparo no seu novo bronzeado e reparo também que as belas figuras não representam as quatro estações que as respectivas legendas revelam. No passeio daquela tarde de domingo, encontramos as quatro Estações do Ano nos Jardins do Palácio, as que aqui figuram não são as que lá estão. Temos então: A Primeira Primavera, O Segundo Verão, O Outono Caído - no chão - e o Inverno No Fim.

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